Há de se saber diagnosticar nas relações afetivas , o que se busca no outro.
Como descobrir no excitante jogo da paixão o que é carência ou precisão?
O conhecimento que se tem do outro , a distinção do tipo de relação existente, o objetivo , nível ou causa do envolvimento, o sentimento que permeia a relação, as características individuais como frieza, sarcasmo, romantismo, humor , credibilidade erespeito configuram fatores preponderantes na definição da peça mestre que irá nortear a ação que permitirá realizar a primeira jogada.
Com um olhar feminino e com raros resquícios de feminismo , manifesto-me sobre a questão ,credenciada pelo absoluto estado de paixão, com todos os ônus produzidos pelo emburrecimento patológico que esta peculiaridade possa me conferir, sobretudo por creditar a este estado de supremacia da alma, intensidade e veracidade .
A essência feminina é bastante exigente no quesito “ somos/estamos”, confundindo com freqüência a presença física com companheirismo, parceria ou amor. Mulheres do século XX!, não são bonecas de porcelanas, são independentes, orgulhosas, criativas e alternativas! Não necessitam de proteção 24horas por dia ou proprietário de plantão. Descobrimos que nosso sexo não é tão frágil quanto se dizia. Para a mulher absoluta e segura de suas potencialidades, não é mais válido dizer: “ quem engorda o gado é o olho do dono”! Mulher segura não tem dono! Tem parceiro, namorado, amante, estagiário, peguete ou ficante, tudo vai depender do encaminhamento que se dá à relação....
A condição não altera de modo significativo as configurações mútuas de obrigações, ao contrário, em qualquer condição, o que se espera é nada de favor, mas somente e tão somente, cumplicidade.
E é aí ,que então, penetramos na zona de conflito! Em que momento, meu parceiro, namorado, estagiário, peguete ou ficante terá sensibilidade e coragem suficiente para exercitar a tarefa mais difícil ... companheirismo!
Tudo pode ser resumido numa única palavra: “ CUIDADO”! Cuidado que se há de ter para não perder, não se omitir, não confundir, não minimizar, não ironizar, não ignorar, não magoar, não desprezar, não ofender, não , não, não, não, não, não...... matar a paixão!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
CONTIGO
Centro e concentro minha vontade e minha mente,
nessa necessidade que fermenta e abunda em epicentro,
de um excepcional experimento ao teu redor e no relento,
de boca com boca e pouco vento,
muito braço e corpo quente,
entre roçar, e esfregar impunemente,
Permitir penetrar incondicionalmente,
a língua abusada e e a saliva ardente
Que no abraço meu corpo ressente,
devaneia, flutua e se coloca urgente,
em seu desejo se acata e em decúbito iminente
a mão se espalma entre o ranger dos dentes,
a pele arrepia, o coração dispara, naturalmente
o ar que me falta, é um ato solene
que no leito que acolhe nosso corpo carente
só a lua testemunha o sexo entre a gente!
nessa necessidade que fermenta e abunda em epicentro,
de um excepcional experimento ao teu redor e no relento,
de boca com boca e pouco vento,
muito braço e corpo quente,
entre roçar, e esfregar impunemente,
Permitir penetrar incondicionalmente,
a língua abusada e e a saliva ardente
Que no abraço meu corpo ressente,
devaneia, flutua e se coloca urgente,
em seu desejo se acata e em decúbito iminente
a mão se espalma entre o ranger dos dentes,
a pele arrepia, o coração dispara, naturalmente
o ar que me falta, é um ato solene
que no leito que acolhe nosso corpo carente
só a lua testemunha o sexo entre a gente!
Em ..... meta .......morfose
No momento em que nos damos conta que o tempo é implacável e que sua perda é, lamentavelmente, irreversível é que refletimos sobre as borboletas que trazemos em nosso interior e das poucas metamorfoses que nos permitimos realizar.
É exatamente por estar consciente de que ,nesta meia maratona que é a nossa existência , só nos é possível enxergar a reta de chegada,é que buscamos saciar nosso eu, de guloseimas saborosas, as quais nunca demos a menor importância por maior que tenha sido a oferta ou que se tenha tido apetite voraz!
É essa tentativa de suprir todas as nossas carências e resgatar algumas atitudes coerentes, deixadas em rascunho sem a menor intenção de passá-las a limpo, que atentamos para o quanto de energia positiva concedemos ao abominável desperdício de tempo,dinheiro ou de vida, porque para aqueles que alardeiam que tempo é dinheiro, podemos acreditar que o pregão fechou em queda vertiginosa, enquanto aos que acreditam que tempo é vida, é sentido, é realização , é estar de alguma forma enxertados em relações sociais e emocionais, conclui-se que na verdade haverá uma enorme sensação de perda, frustração e o estranho desejo de regredir, retomar o caminho de volta e reeditar , agora ,de uma outra forma, numa outra versão , repaginada e livre de mazelas que foram tão significativas em situações não experienciadas ou degustadas .
Essa inominável sensação nos conduz ao déficit emocional onde cada uma dessas ausências se converte para um somatório de cobranças que se reflete nas atitudes, que vamos aos poucos deixando que se configurem em características a serem observadas e criticadas.
Ao tentarmos impor , àqueles de quem pretendemos extrair o néctar da compensação, a presença obsessiva gerada por nossa abstinência sentimental, invocamos e trazemos para nós a repulsa e frieza peculiar do ser que não suporta o exercício dominador de uma personalidade perturbada pela ausência de si mesma.
A busca pelo equilíbrio nas relações humanas é sofrida e dolorosa, a medida em que se quer garantia eterna de felicidade, “satisfação garantida ou seu dinheiro de volta”, a medida em que não se consegue abrir mão do farto egoísmo que nos denomina seres em constante processo de amadurecimento.
É exatamente por estar consciente de que ,nesta meia maratona que é a nossa existência , só nos é possível enxergar a reta de chegada,é que buscamos saciar nosso eu, de guloseimas saborosas, as quais nunca demos a menor importância por maior que tenha sido a oferta ou que se tenha tido apetite voraz!
É essa tentativa de suprir todas as nossas carências e resgatar algumas atitudes coerentes, deixadas em rascunho sem a menor intenção de passá-las a limpo, que atentamos para o quanto de energia positiva concedemos ao abominável desperdício de tempo,dinheiro ou de vida, porque para aqueles que alardeiam que tempo é dinheiro, podemos acreditar que o pregão fechou em queda vertiginosa, enquanto aos que acreditam que tempo é vida, é sentido, é realização , é estar de alguma forma enxertados em relações sociais e emocionais, conclui-se que na verdade haverá uma enorme sensação de perda, frustração e o estranho desejo de regredir, retomar o caminho de volta e reeditar , agora ,de uma outra forma, numa outra versão , repaginada e livre de mazelas que foram tão significativas em situações não experienciadas ou degustadas .
Essa inominável sensação nos conduz ao déficit emocional onde cada uma dessas ausências se converte para um somatório de cobranças que se reflete nas atitudes, que vamos aos poucos deixando que se configurem em características a serem observadas e criticadas.
Ao tentarmos impor , àqueles de quem pretendemos extrair o néctar da compensação, a presença obsessiva gerada por nossa abstinência sentimental, invocamos e trazemos para nós a repulsa e frieza peculiar do ser que não suporta o exercício dominador de uma personalidade perturbada pela ausência de si mesma.
A busca pelo equilíbrio nas relações humanas é sofrida e dolorosa, a medida em que se quer garantia eterna de felicidade, “satisfação garantida ou seu dinheiro de volta”, a medida em que não se consegue abrir mão do farto egoísmo que nos denomina seres em constante processo de amadurecimento.
sábado, 10 de julho de 2010
AMOR MÚTUO BOM !
O amor é uma corrida apressada até o fim e o mais alto do outro. Só depois de se lá chegar e viver, e ser, e gozar, e sentir, começam os percursos da volta, o retorno às partes que se tornaram retardatárias mas existem e se movimentam.
É como o curso de um rio que desemboca no próximo e reflui. Na vigência do amor, chega-se, logo e com deslumbramento, ao fim do curso. Aí há o refluxo. A água volta à origem e nessa volta vai passando por todas as partes que ficaram submersas, invadidas ou esquecidas quando as águas passaram aceleradas e torrenciais.
O amor é um começo pelo fim, no qual o meio vem sempre depois com as suas insuperáveis leis. Por isso ele corre mais rápido do que as coisas que estão no seu caminho. A vivência de amor é difícil e dolorosa porque significa voltar depois de ter chegado ao fim, ao auge, ao máximo.
O amor é sempre o preço dessa volta e a contemplação de tudo que o estava no caminho e foi superado pelo velocidade e intensidade das águas-paixão. Essa volta vai revelando, dia a dia, momento a momento, as margens de cada um que ficaram esquecidas ou deixadas para depois na passagem turbilhonária e deslumbrante da paixão. Nessas margens estão os mais lindos recantos de cada ser ou se escondem as águas turvas, os aspectos menores e restritivos.
Difícil, portanto, não é a chegada ao fim: é viver os vários refluxos pois neles estão escondidas depressões suficientes ou não para terminar o amor. Ao mesmo tempo, o amor cresce, na medida em que o refluxo permite descobrir, agora com mais calma a base na realidade, as partes mais lindas das margens de cada um, os remansos, as terras fecundadas, as voltas sinuosas, os jardins bonitos de cada existência, as partes férteis de cada ser.
É quando o amor deixa de ser muito bom, para ser mútuo bom. E o amor só cresce quando é mútuo bom quando, depois de ter chegado ao fim ( no sentido de ápice, extremo, máximo) volta-se sobre si mesmo num refluxo enriquecedor.
Na entrega ao outro, vale a verdade. É revelar-se! Vale o que se está sentindo: pena? Saudade? Desvalia? Amor ? Gana de chorar? Atitude antimachista ? Querer ir ? Nada de esconder ! Se as sinto, manifesto-as! Que me venha o choro! Contraditório ? Sim, mas quem não é ?
Porque amor é muito bom ou melhor, MÚTUO BOM!
É como o curso de um rio que desemboca no próximo e reflui. Na vigência do amor, chega-se, logo e com deslumbramento, ao fim do curso. Aí há o refluxo. A água volta à origem e nessa volta vai passando por todas as partes que ficaram submersas, invadidas ou esquecidas quando as águas passaram aceleradas e torrenciais.
O amor é um começo pelo fim, no qual o meio vem sempre depois com as suas insuperáveis leis. Por isso ele corre mais rápido do que as coisas que estão no seu caminho. A vivência de amor é difícil e dolorosa porque significa voltar depois de ter chegado ao fim, ao auge, ao máximo.
O amor é sempre o preço dessa volta e a contemplação de tudo que o estava no caminho e foi superado pelo velocidade e intensidade das águas-paixão. Essa volta vai revelando, dia a dia, momento a momento, as margens de cada um que ficaram esquecidas ou deixadas para depois na passagem turbilhonária e deslumbrante da paixão. Nessas margens estão os mais lindos recantos de cada ser ou se escondem as águas turvas, os aspectos menores e restritivos.
Difícil, portanto, não é a chegada ao fim: é viver os vários refluxos pois neles estão escondidas depressões suficientes ou não para terminar o amor. Ao mesmo tempo, o amor cresce, na medida em que o refluxo permite descobrir, agora com mais calma a base na realidade, as partes mais lindas das margens de cada um, os remansos, as terras fecundadas, as voltas sinuosas, os jardins bonitos de cada existência, as partes férteis de cada ser.
É quando o amor deixa de ser muito bom, para ser mútuo bom. E o amor só cresce quando é mútuo bom quando, depois de ter chegado ao fim ( no sentido de ápice, extremo, máximo) volta-se sobre si mesmo num refluxo enriquecedor.
Na entrega ao outro, vale a verdade. É revelar-se! Vale o que se está sentindo: pena? Saudade? Desvalia? Amor ? Gana de chorar? Atitude antimachista ? Querer ir ? Nada de esconder ! Se as sinto, manifesto-as! Que me venha o choro! Contraditório ? Sim, mas quem não é ?
Porque amor é muito bom ou melhor, MÚTUO BOM!
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